segunda-feira, 31 de agosto de 2015

GST0070 - Estudo de Caso - Tomada de decisões: de volta ao básico - Aula 3

Há algum tempo, tive uma conversa com um acadêmico cujo expertise era em tomada de
decisões políticas e negociação. Descrevi meu interesse em analytics (uso da matemática
para tomada de decisões em negócios, em tradução livre), em tomada de decisões
automatizadas e também em sistemas de informação de forma geral.
“Imagino que as empresas com as quais você trabalha têm em mente algumas decisões
específicas a tomar quando elas colocam todas essas informações para funcionar, não?”,
disse ele.
“Não, na realidade, não têm”, respondi. “Perdemos a conexão entre o fornecimento da
informação e a demanda por ela para tomada de decisões”.
Excetuando o fato de que as empresas freqüentemente justificam projetos de TI alegando
que estes oferecem melhor possibilidades de tomada de decisões, há raramente uma
ligação direta entre as informações produzidas por um sistema específico e as decisões que
são supostamente tomadas baseadas nelas.
Quando meu velho amigo da Accenture Janne Harris e eu pesquisamos empresas sobre
seus sistemas corporativos em 2002 e novamente em 2006, tomar melhores decisões era o
objetivo mais frequentemente citado como justificativa para implementação de sistemas.
Claro, era uma resposta fácil de dar, considerando que nenhuma empresa, literalmente,
media a qualidade das decisões tomadas.
Ainda em entrevistas realizadas com essas empresas, não encontramos nem mesmo um
único esforço para, de fato, conectar as informações da empresa com a tomada de
decisões.
De que forma o fornecimento e a demanda tornaram-se desconectados? Deixe-me contar
como:
Um dos motivos é que vários sistemas implementados em nível corporativo são focados em
transações, não em decisões. Sistemas de gerenciamento de recursos humanos, por
exemplo, em vez de ajudar gestores a decidir quantos empregados um negócio precisa, são
utilizados para emitir folha de pagamento e monitorar as férias acumuladas.
Um segundo motivo é o fato de que os gestores nem sempre sabem quais informações e
conhecimentos estão disponíveis para ajudá-lo a tomar decisões.
Gestores também não são, normalmente, “amarrados” contabilmente para explicar como
tomam decisões; na melhor das hipóteses eles são apenas avaliados pelo resultado. Logo,
não há motivo para saber quais informações eles utilizaram de fato para tomar as decisões.
De que forma podemos restabelecer a conexão entre sistemas de informação e tomada de
decisões?

Fonte: Harvard Business Online, Março 2008. Davenport, Tom
 

Charles Maquiavel

"Não há nada mais difícil do que se ter em mãos algo novo, nem nada mais perigoso do que conduzir por caminhos inéditos, ou incertos quanto ao sucesso, ao se tomar a dianteira na introdução de uma nova ordem das coisas."

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